sábado, 22 de agosto de 2009

O Ano da França no Brasil

O ano da França no Brasil surgiu como iniciativa do governo dos dois países: Brasil e França, com intuito de estreitar as relações políticas e culturais dos dois países. Com isso, os brasileiros têm a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre um dos países mais elegantes da Europa. Dentro da programação deste mega evento você pode participar de shows, teatro, cinema e fóruns sobre a França.
Há aproximadamente 3 meses, tive a oportunidade de ir ao Museu da Língua Portuguesa (acho que pela 4ª ou 5ª vez, e não me canso), onde pude visitar “stands” que apresentavam poemas, poesias e textos em Francês , além de poder assistir trechos de filmes em francês com diferentes variações lingüísticas (francês do Canadá, da Bélgica, da Dinamarca, da França entre outros). Também visitei uma sala-multimídia onde tinha um quadro eletrônico com diversas fotos de bocas, e essas pronunciavam palavras em francês.

Por questão de curiosidade, também vale ressaltar, que o ano do Brasil na França ocorreu em 2005, mobilizou mais de dois milhões de franceses e obteve um grande retorno na mídia, atingindo os principais veículos de comunicação do país durante quase todo o ano. Como resultado, houve um aumento de 27% de turistas franceses no Brasil e mais de 450 milhões de dólares em produtos brasileiros exportados para França.
Acredito que projetos como estes, diminuem a distância entre os povos e países, enriquecendo nosso conhecimento e aprofundando as relações bilaterais no âmbito cultural e econômico.

 

... E a França em nossa mesa
 
A França é considerada o berço da boa mesa e traz em sua história os mais famosos chefs, além disso, o país é referência para a gastronomia mundial. A cozinha francesa pode ser divida em:
Cozinha Burguesa – aquela que abrange os pratos tradicionais (clássicos) e se adapta às classes sociais mais altas. Inclui os molhos ricos à base de creme e técnicas mais complexas. Essa cozinha é clássica e encontrada em qualquer país que você procure um restaurante francês.
Cozinha regional ou cuisine du terroir – cobre as especialidades regionais, com ênfase em produtos da tradição camponesa.
Cuisine nouvelle ou nova cozinha – desenvolvida na década de 1970 em reação à cozinha tradicional. Teve a influência de chefes como Paul Bocuse. Caracteriza-se por ser elaborada em pouco tempo, com molhos mais leves e menores porções, apresentadas em forma refinada e decorativa. Moderna e inventiva incorpora técnicas e combinações vindas do estrangeiro (especialmente da Ásia). Teve grande influência nos estilos de cozinha de todo o mundo.
Cozinha atual – um retorno à culinária tradicional, mais rústica, aos sabores "esquecidos" dos produtos da terra. E também engloba a cozinha de fusão, ou "fusion", popular no mundo de língua inglesa.
Vou apresentar uma receita que aprendi semestre passado na faculdade. É um clássico francês de nome “Croque Monsieur”. Uma receita simples, contudo maravilhosa. É um prato que você encontra em qualquer parte do mundo que você for e buscar por um restaurante francês. O “Croque-Monsieur” é o mais famoso sanduíche francês. Segundo a Enciclopédia Larousse Gastronomique, o primeiro “Croque-Monsieur” foi servido no verão de 1910, num bar inglês chamado Le Trou dans le Mur, que ficava no Boulevard des Capucines, em Paris.
Croque Monsieur à la Crème
Ingredientes
8 fatias de pão de forma (branco ou outro de sua preferência)
8 fatias de espessura média de presunto cozido sem gordura
120gr de queijo gruyère ralado (se não tiver, use parmesão)
2 colheres de sopa de farinha de trigo/ 2 xícaras de leite
4 colheres de sopa de manteiga / 2 gemas 
Noz moscada ralada a gosto / Pimenta-do-reino branca moída a gosto / Sal a gosto
Modo de Fazer
• Derreta a manteiga numa panela pequena.
• Pincele as fatias de pão com um pouco de manteiga. Reserve
• Acrescente a farinha de trigo à manteiga restante na panela (cerca de 3 colheres) e leve ao fogo baixo, misturando bem.
• Cozinhe sem deixar ganhar cor, até aparecer à superfície uma espuma esbranquiçada e o preparado desagregar-se.
• Acrescente oleite aos poucos misturando sem parar para não deixar encaroçar o creme.
• Coloque o sal e a pimenta do reino;
• Deixe cozinhar por uns 10 minutos, ou até obter um creme mais denso, mexendo sempre.
• Acrescente as gemas e misture rapidamente.
• Desligue o fogo, acerte o sal e acrescente a noz moscada, misturando bem.
• Tire do fogo e deixe amornar.
• Forre uma assadeira retangular com papel manteiga (fica mais fácil pra tirar depois e não gruda na forma), ou use uma assadeira anti-aderente. Caso não tenha nem uma coisa nem outra, unte levemente uma assadeira comum com manteiga.
• Disponha 4 fatias do pão pincelado com manteiga sobre a assadeira (com a manteiga virada pra cima).
• Sobre o pão, espalhe uma porção do queijo ralado, por cima do queijo, duas fatias de presunto e, por cima do presunto, mais um pouco de queijo ralado.
• Feche cada um dos sanduíches com a outra metade do pão pincelado com manteiga (a manteiga para baixo).
• Pegue o molho branco preparado antes e que deve estar morno à essa altura e misture o restante do queijo ralado.
• Sobre cada sanduíche, coloque duas colheres do molho branco com o queijo e espalhe por todo ele o mais uniformemente possível.
• Leve ao forno pré-aquecido (bem quente), com a parte do queijo virada para cima.
• Retire quando estiver gratinado por cima e levemente tostado por baixo.

Bon appétit!

C'est la fin!

Rafael Furtado

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AFINAL... QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?



A novela Caminho das Índias estava dando seus passos quando eu resolvi tentar descobrir algo mais do cinema indiano. Descobri então que o cinema indiano é um dos recordistas em venda de ingressos e de produções. A indústria cinematográfica de maior reconhecimento naquele país é a de Bollywood (vale ressaltar que esse nome se aplica apenas ao cinema produzido em Mumbai). Os filmes são exuberantes sempre com musicais bem coreografados e com um capricho muito grande no figurino.

Filmes como Um casamento à Indiana e Saawariya , que já estão disponíveis em DVD aqui no Brasil, nos dão uma noção de como é esse cinema. Buscando mais trailers no YouTube descobri um interessante chamado Onkara que inclui na sua trilha sonora a música Beedi, que é o tema de abertura da novela Global. Infelizmente esse filme não está disponível para nós. Alguma distribuidora poderia nos fazer o favor de lançá-lo por aqui, né?

Entra então em cartaz Quem quer ser um Milionário?(Slumdog Millionaire, traduzindo literalmente – milionário favelado), um filme dirigido pelo cineasta Inglês Danny Boyle. O filme foi lançado em dezembro de 2008 e arrebatou 8 Oscars, entre eles o de melhor filme, melhor diretor e melhor trilha sonora. Além do Oscar, faturou mais sete BAFTA's e quatro Globos de Ouro.

O diretor Danny Boyle é conhecido por filmes como Trainspotting – Sem Limites, A Praia, Extermínio e Sunshine – Alerta Solar. O filme foi rodado na ruas de Mumbai, e mostra o quão pobre é a Índia. O filme chega a lembrar a produção nacional Cidade de Deus.




Somos então apresentados a Jamal Malik (Dev Patel) jovem de 18 anos de idade que vem de uma família das favelas de Mumbai. Jamal foi então chamado para participar de um programa de tv, do tipo Show do Milhão de Sílvio Santos, e está prestes a testemunhar o dia mais importantes de sua vida. Quando começa a acertar as questões do programa, a polícia o prende por suspeita de trapaça, afinal de contas, como um rapaz pobre e morador das ruas pode ter tantos conhecimentos? Eis que para provar sua inocência, Jamal conta a história da sua vida na favela, seu relacionamento com o irmão, a perda da mãe na infãcia, a exploração infantil, e o amor pela garota que acabou nas mãos de uma gangue de traficantes. Contar mais seria estragar a graça do filme, tik?




Simplesmente comovente e encantador, não poderia faltar um número musical ao final! Corra para o YouTube e assista ao clipe Jai Ho (You’re my Destiny) - Pussycat Dolls Ft A R Rahman. Impossível não querer pular da cadeira e arriscar os passos da coreografia.


Namasté!


Alexandre B. Lima


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cultura e Gastronomia Indiana

A Índia, assim como o Brasil, é considerada por muitos como um continente; isto porque agrega dentro de um único país uma grande variedade de cultura, religião, idiomas e costumes. O fator predominante para essa grande diversidade cultural é a herança deixada pelas imigrantes que neste país chegaram, e que ali, contribuíram com seus costumes e se adaptaram ao clima e a gastronomia deste maravilhoso lugar.


O país hindu é um lugar de enormes contrastes culturais e econômicos e tem sua filosofia de vida baseada em crenças que estão intrinsecamente relacionadas à religião. Maior parte da população indiana é hinduísta e conseqüentemente, vegetariana. Por isso, carne não é algo que se encontra em fartura à mesa dos indianos.

Um fato interessante sobre o povo indiano é que consideram a vaca como um animal sagrado e pra isso temos duas explicações: primeiro, os animais de raça bovina serviam de meio de transporte dos deuses na antiguidade e filosofia hinduísta, e uma segunda explicação é que a vaca é o elemento mãe da natureza: aquela que doa seu alimento e não pede nada em troca, aqui falamos do leite. Por isso encontramos o leite presente em muitas preparações gastronômicas deste país. Por exemplo, temos o lassi, uma bebida tipicamente indiana de fruta batida com iogurte. Temos também os curry que são ensopados que podem ser de peixe ou de legumes que são engrossados com leite, creme de leite e iogurte e ainda podemos citar o famoso chai que nada mais é do que a mistura de chá, especiarias aromáticas e leite.


A comida para os indianos é considerada sagrada e por isso os rituais à mesa são muito bem preparados. Não gostam de usar talheres, pois acreditam que esses objetos tiram o sabor dos alimentos, por isso preferem comer com as mãos. Também utilizam apenas a mão direita para comer os alimentos, pois a esquerda é para higienização do corpo. Não gostam de dividir o prato, pois consideram este ato como impureza, por isso, cada um deve ter o seu prato.

Para finalizar, gostaria de enfatizar que curry não é um tempero indiano. Curry é um ensopado que pode ser de legumes, frutos do mar, ou de carne de porco e frango (consumidos pelos não hinduístas e mulçumanos). Aqui no Brasil o tempero que compramos com o nome de curry, na verdade, é uma mistura com mais de 30 especiarias que os indianos chamam de massala. No Brasil e popularmente no mundo todo, chamam massala de curry devido à influência dos ingleses que colonizaram uma parte da índia e deram este nome ao tempero.

Abaixo, seguem receitas para que possam apreciar e conhecer um pouco mais da cultura e gastronomia indiana.

Lassi de limão
Ingredientes:

240ml de iogurte natural / 80 ml de água

Raspa de um limão tahiti / 1 colher de sopa de suco de limão

Açúcar ou mel / Gelo

Modo de Preparo:
Coloque o iogurte, água, suco e raspa de limão assim como o açúcar/mel num liquidificador e bata bem. Na hora de servir coloque gelo nos copos e derrame o lassi. Salpique os copos com raspinhas de limão


Curry de frango
Ingredientes
2 coxas e 2 sobrecoxas de frango sem pele (desossada)
1 colher de sopa de massala*
1 dente de alho picado
1/2 cebola picadinha
1 pedaço pequeno de gengibre picadinho
1 tomate grande sem pele e sem sementes picado
1/4 de cubo de caldo de galinha dissolvido em 1/4 x. de água 2 colheres de sopa de óleo
Sal à gosto
1/2 pote de iogurte natural ou leite de côco

Preparo:
Tempere a carne com metade da massala e um pouco de sal.
Aqueça o óleo em uma panela e doure os pedaços de frango dos dois lados.
Adicione a cebola e o alho, misture com cuidado.
Adicione o gengibre, o tomate, o resto da massala* e o caldo de galinha e o iogurte (ou leite de côco).
Misture e deixe cozinhar em fogo baixo com a panela tampada por cerca de 20-30 minutos ou até que a carne fique macia.

*Massala é o tempero que encontramos nos supermercados com o nome de curry ou tempero indiano. Você ainda pode fazer uma mistura de temperos em casa à gosto.

Servir com arroz.

Buona djavid
Namastê

Rafael Furtado