Tivemos o prazer de pagar ingressos nesse sábado para assistir ao ótimo Se Beber Não Case (The Hangover). Vocês devem estar pensando que estamos loucos em ter o prazer de gastar dinheiro em tempos de crise, vou explicar melhor, quem por aqui já não teve a péssima experiência de ir ao cinema e no final da sessão ter a vontade de pedir o dinheiro do ingresso de volta??? Minha última experiência desse tipo foi assistindo ao filme Fim dos tempos (The Happening) do Diretor M. NightShyamalan, tudo bem que não vou execrar o diretor por esse deslize, uma vez que ele já nos brindou com ótimos filmes como O Sexto Sentido e Corpo Fechado (título horrível em português). Mas nesse sábado pagamos o ingresso com gosto, cada minuto do filme valeu cada real gasto. Um filme de rir do começo ao fime e já é a maior bilheteria da história em comédias para maiores de 18 anos nos EUA, um sucesso de público. O filme é direcionado ao público masculino, mas as mulheres também irão gostar muito. Vamos ao contexto...
O filme não foge muito dos clichês do gênero, nele quatro amigos organizam a despedida de solteiro de um deles na capital mundial dos jogos de azar, Las Vegas. Doug (Justin Bartha) é o noivo, Phil (Bradley Cooper) é o amigo professor, Stu (Ed Helms) é o amigo dentista e Alan (Zach Galifianakis) é o cunhado maluco. A viagem se transforma em um pesadelo quando, no dia seguinte, a turma acorda em um quarto de hotel completamente destruído, com uma galinha a solta, um bebê no armário e um tigre no banheiro. Além de não lembrarem de absolutamente nada da noitada de arromba, eles se dão conta que o noivo desapareceu. Para tentar descobrir o paradeiro do amigo, eles partem em busca de pistas para refazer os próprios passos na noite anterior. Aí tada a diversão começa, com situações momoráveis.
O diretor, Todd Phillips, é conhecido pelas comédias Dias incríveis e Starsky & Hutch. O roteiro é assinado por Jon Lucas e Scott Moore (a mesma dupla de Surpresas do Amor e Minhas Adoráveis Ex-Namoradas).
Ficha técnica:Se Beber, Não Case (The Hangover)
Elenco:
Bradley Cooper (de “Armações do Amor”)
Ed Helms (da série "The Office")
Zach Galifianakis (nas telas atualmente também em "Força G")
Heather Graham (de Perdidos no Espaço)
Justin Bartha (de "A Lenda do Tesouro Perdido")
Sasha Barrese (de American Pie)
Rachael Harris (de Stasky & Hutch)
Direção: Todd Phillips
Gênero: Comédia
Duração: 100 min.
Distribuidora: Warner Bros.
Vale a ída ao cinema e uma passadinha imediata no Youtube para conferir o Trailer!!!
Sabe quando você fala sozinho, tem uma música tema na sua cabeça que não consegue parar de ouvir e vê coisas que não existem somente porque usa demais a sua imaginação? Pois bem, o seriado Ally McBeal trazia exatamente essas premissas. O ano era 1997, e o canal Fox americano apresentava o episódio piloto do que seria a mais divertida e criativa série sobre advogados da História. Passamos a acompanhar as desventuras da advogada Ally McBeal (Calista Flockhart) e seu desejo de encontrar o seu príncipe encantado para se casar e poder ser uma pessoa realizada emocionalmente e profissionalmente.
Dentro de um escritorio de advogacia, em Boston, éramos convidados a conhecer uma galeria de personagens marcantes, a começar pela protagonista. Ally era uma advogada que ainda nutria amores pelo seu primeiro amor, o garoto da vizinhança, Billy (Gill Bellows) que foi junto com ela para a universidade, mas que acabou terminando o namoro e indo embora da cidade. Por ironia do destino Ally volta a reencontrá-lo na mesma firma de advogados em que foi trabalhar, mas não contava com o fato de Billy estar casado com outra advogada, Geórgia (Coutney Thorne-Smith, recém saída da série Melrose Place). A firma tinha como sócios fundadores Richard Fish (Greg Germann) que só pensava em lucrar e John Cage (Peter MacNicol), que acredito eu, era o par perfeito para Ally, tão maluco quanto a própria. Mais para frente, somos apresentados a outros advogados que vem a integrar a equipe, Nelle (Portia De Rossi) e Ling (Lucy Liu, antes do sucesso com as Panteras). Ally ainda dividia o apartamento com outra advogada, Reene (Lisa Nicole Carson), e era atormentada pela sua secretária fofoqueira, mas engraçadíssima, Elaine (Jane Krakowski).
Tive o prazer de assistir novamente as três primeiras temporadas (de um total de cinco) da série, e é incrível notar que a série não parece “datada”, ou seja, continua exatamente perfeita de se assistir. Pena que a Fox brasileira ainda não tenha tido o bom senso de lançar as duas derradeiras temporadas, uma verdadeira afronta ao público brasileiro.
David E. Kelley, foi o autor dessa série que já nasceu Cult. Não me recordo de nenhuma série que tivesse como parte de seu elenco a cantora das músicas apresentadas nos episódios, sorte de Vonda Shephard que representava ela mesma. Mas Vonda não foi a única cantora que deu as carasem Ally McBeal, apreciamos a presença de nomes como Barry White, Al Green, Sting, Elton John, Anastácia, Whitney Houston, na quinta temporada Jon Bon Jovi (como interesse romântico de Ally na última temporada) e Josh Groban,que mostrou todo o seu talento cantand
o You’re Still You e To Where You are em dois episódios distintos na quarta e quinta temporada.
Vale ressaltar a presença de Robert Downey Jr. como Larry, o terapeuta e namorado de Ally na quarta temporada, ele era praticamente o príncipe encantado de Ally, mas Downey Jr aprontou e foi preso na época tendo assim de deixar a série.
"Homens são como chiclete depois que a gente masca, eles perdem o sabor." Ally McBeal
"É um problema ser bonita Nelle. Só homens bonitos nos convidam porque são os únicos que acham que vão ter uma chance. E homens bonitos são chatos. A vida é tão injusta..."Ling
Ling : "Se uma mulher é boa de cama os homens logo a chamam de vadia" Elaine: "Eu sou boa de cama !! Aahhh... mas eu sou vadia"
"Não se pode apostar no amor, é uma ponte insegura. A única coisa que podemos guardar no banco é dinheiro. Ganhe bastante grana e tudo mais acontece. Citação minha: "Fishismo". Richard Fish
"Você me fez acreditar em coisas que não via. Sinto falta disso" Billy
Ally McBeal ganhou alguns prêmios televisivos (Emmy / Globo de Ouro) além de ter sido indicada em várias outras categorias em que não recebeu o prêmio.
A série deixou uma legião de fãs e saudades até que em 2008 surge Eli Stone, o equivalente masculino de Ally.
A série, dos produtores Greg Berlanti ("Brothers & Sisters", "Dirty Sexy Money", "Everwood") e Marc Guggenheim ("Brothers & Sisters", "Law & Order", "O Desafio"), conta a vida de Eli Stone (Jonny Lee Miller), advogado na cidade de São Francisco que trabalha como defensor de grandes corporações. Eli passa a ser atormentado por diversas alucinações, como a visão de George Michael cantando em sua sala de estar. Ao procurar o irmão médico, Nathan (Matt Letsher), o advogado descobre um aneurisma cerebral e que não existe cura para sua doença, tal fato poderia ter sido hereditário, uma vez que seu pai apresentava comportamento igual embora todos pensassem que fossem efeitos do alcoolismo.
Eis que a secretaria (Loreta Divine – simplesmente “divina” nesse papel engraçadíssimo) de Eli indica um tratamento alternativo com o Dr Chen, um acupunturista especialista em medicina holística. Eli passa a mudar de atitudes, termina o noivado, passa a ser o “tutor” de uma advogada em início de carreira, pega casos menores e quase sempre considerados impossíveis de se defender. As visões de Eli passam a ajudá-lo nas resoluções dos casos como se ele fosse um profeta moderno. O elenco ainda conta com a presença de Victor Garber (Jordan Wethersby), Natasha Henstride (Taylor Wethersby), Loretta Devine (Patti), Sam Jaeger (Matt Dowd), James Saito (Dr. Chen), e Julie Gonzalo (Maggie).
A primeira temporada conta com apenas 13 episódios e a segunda temporada tem mais 13. Infelizmente, como sempre na TV, programas com idéias originais e interessantes não duram muito tempo e a série foi cancelada esse ano após a produção desses 26 episódios, dizem que por ter baixa audiência. Resta-nos agora esperar que em breve surja um novo advogado amalucado para nos fazer rir e chorar. Por enquanto poderemos acompanhar essas duas grandes séries em DVD...isso se as derradeiras temporadas forem lançadas.
Quando mais novo, eu nunca tinha muita curiosidade sobre filmes de outros países, acho que por conta da americanização que nos rodeia desde os primórdios de nossa vida. O tempo me fez correr atrás de novos ares e por conta disso de um novo tipo de cinema, e aos poucos fui descobrir que até mesmo a Tchecoslováquia possui filmes!!!
O cinema Francês veio exatamente em 2001 com dois filmes que me deixaram de boca aberta: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e O Pacto dos Lobos.
Dirigido por Jean-Pierre Jeunet (que havia dirigido Alien - A Ressurreição), Amélie é um filme simples, mas cheio de boas intenções. Conta a história de Amélie (Audrey Tautou), uma menina que cresceu isolada das outras crianças porque o pai achava que Amélie possuia algum tipo de anomalia no coração, já que havia uma arritmia durante os exames que o pai fazia. Na verdade isso não passava de nervoso momentâneo, mas era o suficiente para que seus pais a impedissem de ir à escola e ter contato com crianças. Passou a aprendeu com a mãe que era professora, mas esta morreu enquanto Amélie ainda era criança. Após deixar a vida no subúrbio, Amélie muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo para entregá-la. Ao notar que ele chora de alegria ao reencontrar a caixa, Amélie passa ter uma novão visão da realidade e passa a ajudar as pessoas, encontrando para si mesma um sentido na vida. O filme não para por aí, em breve Amélie descobre também o amor, e assim vamos seguindo seus passos e acreditando que todos nós somos capazes de agir com o coração, um ótimo filme para se assistir com a família.
Ficha Técnica
Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (França): 2001
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Produção: Jean-Marc Deschamps
Música: Yann Tiersen
Fotografia: Bruno Delbonnel
Efeitos Especiais: Duboi
No mesmo ano é lançado O Pacto dos Lobos (Le Pacte des Loups) que está mais pro Cinema Americano do que para as produções de arte francesas. Mesmo assim é uma diversão garantida. O filme mistura uma trama de época com pitadas fortes de suspense e ação. No século XVIII, um monstro causa pânico e terror em uma província rural da França. O Rei envia o biólogo Gregóire de Fronsac (Samuel Le Bihan).com a missão de conhecer e caçar o monstro (chamado de a Besta de Gevaudan).
Gregóire terá de ir não apenas contra o monstro, mas também contra a ignorância e as conspirações do povo local, recebendo o apoio de duas mulheres, uma aristocrata e uma prostituta (Monica Bellucci, olha ela aqui novamente).
O Filme conta com a presença de Mark Dacascos (Crying Freeman - Lágrimas do Guerreiro) e do esposo de Monica na vida real Vincent Cassel (Rios Vermelhos).
Pode esperar por alguns sustos e lutas bem coreografadas em câmera lenta (olha o estilo Matrix pintando em cena).
Ficha Técnica
Título Original: Le Pacte des Loups
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 142 minutos
Ano de Lançamento (França): 2001
Direção: Christophe Gans
Roteiro: Stéphane Cabel e Christophe Gans
Produção: Richard Grandpierre e Samuel Hadida
Música: Joseph LoDuca
Fotografia: Dan Laustsen
Esses foram apenas dois dos muitos outros que já assisti, vale ainda lembrar aqui de algumas pérolas como:
- Ponette (1996) que conta a história de uma menina de 4 anos, que tenta superar a morte da mãe, mas não consegue aceitá-la e acredita que ela irá voltar. Filme com elenco praticamente em fase pré-escolar.
- Ladrão de Sonhos (La Cité Des Enfants Perdus - 1995) Krank (Daniel Emilfork) envelhece numa torre aquática por não conseguir sonhar e tenta resolver esse problema seqüestrando crianças para lhes roubar os sonhos. One (Ron Perlman), um pescador, sai em busca de Denree, seu irmão mais novo que foi seqüestrado, e conta com a ajuda da menina Miette (Judith Vittet).
- Trilogia das Coresde Krzystof Kieslowski: A Liberdade é Azul (Bleu / 1993), A Igualdade é Branca ( Blanc / 1993) e A Fraternidade é Vermelha (Rouge / 1994). Dos três o que mais me chamou atenção foi A Fraternidade é Vermelha, posso aqui afirmar que não se trata de uma trilogia que agradará a todos.
- Alexandre Bezerra Lima,33, Guarulhos-SP, formado em Letras, cinéfilo desde que se conhece por gente.
- Rafael Furtado Leite,28, Varginha-MG, formado em Letras, apaixonado pela arte culinária e atualmente cursando faculdade de Gastronomia.
Semanalmente traremos comentários sobre cinema, tv e gastronomia, com opiniões, críticas e sugestões de seriados, filmes e receitas que aprovamos. Esperamos que vocês gostem e sempre comentem para que possamos, cada vez mais, desenvolver um blog ainda melhor. Alê / Rafa